“Viu, sentiu compaixão e cuidou dele” – Campanha da Fraternidade 2020

Campanha da Fraternidade: O Bom Samaritano como modelo (Santa Irmã Dulce dos pobres) de Ação Evangelizadora comprometida com o cuidado

Desde 1964, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB lança na Quarta-feira de Cinzas a Campanha da Fraternidade (CF) com temáticas como família, políticas públicas, saúde, trabalho, educação, moradia e violência.

Neste ano de 2020, a Campanha da Fraternidade foi buscar na Parábola do Bom Samaritano (Lc 10), o modelo de relação e encontro que deve nortear a Missão da Igreja, por meio do tema e do lema inspirado no Evangelho de Jesus Cristo, segundo São Lucas: Fraternidade e Vida: Dom e Compromisso / “Viu, sentiu compaixão e cuidou dele” (Lc 10,33-34).

Os três verbos que aparecem no versículo que serve de lema – Ver, sentir compaixão e cuidar – VIU: olhar é uma postura que se assume diante dos apelos e estímulos que nascem da realidade. O olhar pode ser treinado, dirigido e orientado de acordo com uma série de interesses, prioridades e valores. E nessa parábola, o que por muitos foi visto e deixado despercebido, pelo bom samaritano foi incluído um olhar diferente, que nos ensina a como enxergarmos o irmão. SENTIU COMPAIXÃO: é aproximar-se de Cristo e, num mesmo movimento, inclinar-se para o próximo e construir uma relação de reverência e fraternidade com os bens da criação. CUIDOU DELE: A dimensão do cuidado remete à prática transformadora da compaixão que é despertada por um olhar que se deixa tocar pelos apelos da realidade.

Nas palavras de Dom Flávio Giovanele, Bispo de nossa Diocese de Cruzeiro do Sul:

“A Campanha da Fraternidade, deste ano, faz referência à caridade e solidariedade e convida as pessoas ao compromisso com o cuidado com o próximo. A caridade junto ao jejum e oração, devem ser prioridade para os cristãos nos próximos 40 dias até a Semana Santa: a quaresma. Somos convidados a refletir sobre o significado mais profundo da vida em suas diversas dimensões: pessoal, comunitária, social e ecológica e, a buscar, a cultivar o entendimento de que todos devem cuidar uns dos outros – na família, na comunidade, na sociedade e no planeta.”

O cartaz da Campanha da Fraternidade de 2020, remete à figura da Irmã Dulce, que foi canonizada no mês de outubro. Trazendo a mensagem de que “vida doada é vida santificada. A vida é um intercâmbio de cuidado”. Tomando a Irmã Dulce como exemplo de quem cuida. Sendo que seu modo de cuidar sinaliza uma Igreja em saída. Então, é cuidar das pessoas que estão próximas a nós. Onde estou é lugar de cuidado da pessoa, do mundo, da ecologia. Depois, o cenário faz menção à questão do mundo urbano. Amar é fazer o bem! Daí a beleza do cartaz, que está sintonizado com as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora no que diz respeito ao pilar da caridade.

A Quaresma é tempo para descoberta da ternura que revela o rosto materno do Deus apaixonado pelo ser humano. Estimula a amar, cuidar e a aceitar os outros. A quaresma deve estimular a Igreja em saída, aquela que vai as periferias sem medo de sujar as sandálias. Servir! Ver! Sentir compaixão e cuidar da vida é o autêntico Programa Quaresmal. Sentir compaixão é a chave para fazer a vontade de Deus, que ama toda a criação.

No dia 5 de abril, Domingo de Ramos, a Igreja do Brasil realiza a Coleta Nacional da Solidariedade, um gesto concreto, por meio do qual os fiéis realizam o seu comprometimento com a evangelização e a promoção da dignidade dos pobres e oprimidos.

É preciso sentir a dor do outro e comprometer-se com o sofredor

(Mihály Köles/ Unsplash)

Por: Ananias da Silva Araújo Neto e Thalia Adriene Bezerra Lima

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