Igreja e Pandemia

A prática da caridade desde as primeiras comunidades cristãs

Por Rosângela Sales

O Cristianismo afirma que o principal gesto de amor é “amar ao próximo como a si mesmo”. Quem pratica esse preceito, não somente com palavras, mas, também, com ações, está a serviço da caridade. A partir desse ponto de vista, nós, católicos, desde as primeiras comunidades cristãs, praticamos a caridade. Muitas passagens bíblicas exaltam a prática das boas obras, como a cura de um coxo narrada nos Atos dos Apóstolos 3,6: Não tenho prata ou ouro, mas, o que tenho, isto lhe dou. Em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, levante-se e ande. Pedro foi o primeiro representante da igreja católica depois de Cristo e nos fala da importância de ajudar o outro dividindo o que temos. Através de Deus e do seu Filho Jesus Cristo, nosso Salvador, a caridade cristã abrange todos os homens para consolar a todos e para conduzir todos eles à mesma fé e à mesma felicidade celestial.

Igreja Católica é reconhecida em todo o mundo pelo seu trabalho social e caritativo. Em todo o planeta, entidades católicas são responsáveis por escolas, hospitais, abrigos e várias outras instituições que fazem a diferença onde quer que estejam presentes. Mas o que você talvez não saiba é que um dos maiores responsáveis por isso foi um padre francês, o São Vicente de Paulo. Ele Entendia que o pobre é a imagem de Cristo desfigurado a quem devemos servir.

Outra passagem bíblica que nos fala da caridade encontra-se em Tiago 2: 14-17:

De que adianta, meus irmãos, alguém dizer que tem fé, se não tem obras? Acaso a fé pode salvá-lo? Se um irmão ou irmã estiver necessitando de roupas e do alimento de cada dia e um de vocês lhe disser: “Vá em paz, aqueça-se e alimente-se até satisfazer-se”, sem porém lhe dar nada, de que adianta isso? Assim também a fé, por si só, se não for acompanhada de obras, está morta.

Neste momento de pandemia, a igreja vem fazendo estas boas obras, seja com aconselhamento espiritual, divulgações de informações, doações de sacolões, distribuição de máscaras e outras atividades na diocese de cruzeiro do sul. A comunidade Católica Shalom tem oferecido aconselhamento espiritual, pois, muitos, em meio a essa patologia do corona vírus, ficam depressivos e solitários, ocasião em que uma boa conversa e/ou orientação espiritual tem sido oferecida aos que vivem este momento de tantas incertezas e medos. Dom Flavio, bispo da diocese, vem trabalhando intensamente com esclarecimentos e repercutindo o posicionamento da Igreja neste momento difícil, o que configura um grande ato de amor ao próximo, pois suas orientações nos alertam sobre os cuidados conosco, com os demais fiéis e até com congregados de outras vertentes religiosas. As paróquias têm feito campanha de doação de alimentos para quem mais precisa, reforçando a opção da Igreja pelos mais pobres e sob a luz de campanhas de segurança alimentar que se estendem pelo mundo inteiro. “Quem tem fome tem pressa”. As campanhas são efetivadas em consonância com as realidades locais. Conforme supracitado, nossa diocese está fazendo sua parte. No Rio de Janeiro e São Paulo, por exemplo, voluntários, comunidades religiosas e leigas que recebem doações de empresas privadas, ONGs e de particulares oferecem refeições, máscaras, roupas, cobertores, abrigos e situações de higienização para moradores de rua.

Na Diocese de Cruzeiro do Sul, pastorais como a da criança, da saúde e “Caritas” vêm confeccionando máscaras de proteção para pessoas carentes e distribuindo em diversos pontos comerciais de nossa cidade colaborando, assim, com a diminuição de pessoas infectadas pela COVID-19.

Por fim, podemos dizer que a igreja católica vem ajudando o próximo em muitas missões e prestações de serviços à população. Somam-se mais de cento e quinze mil institutos sanitários, de beneficência e assistência em todo o mundo, sem contar as diversas atuações da Igreja em situações de pandemia/epidemia, desastres naturais/ambientais, principalmente em países pobres. Mensageira de Deus, ela é “sal da terra e luz do mundo”, sempre se posicionando a favor dos mais pobres, desamparados e injustiçados, independentemente de religião, país, etnia, raça e dificuldades geográficas.

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