História

A Diocese Católica de Cruzeiro do Sul foi fundada em 22 de maio de 1931 (como Prelazia do Alto Juruá), pelo Papa Pio XI, através da Bula "Munus Regendi", tendo como finalidade a promoção espiritual, moral e social do povo. (Artº. 1 do Estatuto). Foi elevada a Diocese pelo Papa João Paulo II em 25 de junho de 1987, passando a denominar-se Diocese de Cruzeiro do Sul. A sé episcopal está na Catedral Diocesana de Nossa Senhora da Glória, na cidade de Cruzeiro do Sul, no Estado do Acre.

Administração Apostólica:

1º Administrador Apostólico: Mons. Miguel Alfredo Barat, CSSp (1935),
1° Bispo prelado: D. Henrique Ritter, CSSp. (1935-1942),
2º Administrador Apostólico: Pe. Henrique Klein, CSSp (1942-1947),
2° Bispo Prelado: D. José Hascher, CSSp (1947-1967),

3° Bispo Prelado e 1° Bispo: D. Henrique Rüth, CSSp (1967-1988),
2° Bispo: D. Luís Herbst, CSSp (1988-2001),
3° Bispo atual: D. Mosé João Pontelo CSSp. (1998- )

Situação geográfica:

Localiza-se ao oeste do estado do Acre, limites: Peru, Diocese de Alto Solimões (Am), Diocese de Rio Branco (Ac), Prelazia de Lábrea (Am) e Prelazia de Tefé(AM).
Superfície: 126.633,7 km²

Caro Visitante virtual!

Seja bem-vindo/bem-vinda a este Santuário dedicado a Mãe de Deus, Maria Santíssima. Esta igreja - além de ser um dos principais cartões postais da nossa cidade – é um lugar de oração e de encontro com Deus.

A comunidade se reúne aqui cada dia para louvar, agradecer e apresentar ao Pai por meio de Jesus as suas necessidades, na confiança de filhos e filhas unidos pelo Espírito Santo. O patrocínio da Virgem Maria assunta ao céu – celebrada nos dias do novenário até 15 de agosto - e a representação de vários Santos e Santas nos nichos laterais documentam a religiosidade popular e a união nossa com a Igreja celeste.

Aproveite a sua visita com um pouco de tempo de silêncio e recolhimento ou, ainda, com a visita ao Santíssimo Sacramento na capelinha do Santíssimo.

Hino de Nossa Senhora da Glória

1° Como povo de Deus nós marchamos
A caminho da casa do Pai.
E a Virgem da Glória invocamos.
Lado ao lado conosco Ela vai.

Nossa Senhora da Glória,
Cantamos contigo a vitória,
Vitória do bem sobre o mal,
Glória de nosso ideal (bis).

2° Da Diocese Tu és Padroeira,
És o exemplo da graça e do amor.
Nossa vida será toda inteira
Uma eterna canção de louvor.

3° É com Cristo e contigo, ó Maria,
Que uma vida melhor nós buscamos,
Irradiando no mundo alegria.
Testemunho da fé que nós damos.

4° Confiante, este povo hoje canta,
No trabalho, no lar, todo o dia
Através de uma vida mais santa
A exemplo de Ti, ó Maria!

História geral

A construção deste monumento em forma octogonal foi planejada pelo arquiteto Jorge Rugardo Bercht, de São Paulo e, conforme a PEDRA FUNDAMENTAL no lado direito do portão principal: Sub Tutela Matris A.D. MCMLVII [1957][Sob cuidado da Mãe] foi iniciada no dia 10 de maio de 1957, sendo responsável o então bispo prelado Dom José Hascher, CSSp (1947-1967;) da então PRELAZIA DO ALTO JURUÁ (1931 até 1987). O modelo arquitetônico lembra uma cabana (choça indígena).

História remota

Mas não era a primeira igreja ou catedral. Os nordestinos que migraram para esta região amazônica no final do século XIX trouxeram com eles a sua devoção a Nossa Senhora da Glória. No, depois, denominado morro “Alto da Glória” fizeram uma capelinha em honra de sua protetora. Em 1935, o Pe. Afonso Donnadieu CSSp (desde 1917 primeiro vigário dos padres espiritanos) iniciou a construção da matriz (primeira catedral de madeira) que – depois de não oferecer mais segurança para os fiéis – cedeu lugar à atual cúria, administração e residência dos srs. bispos.

Figura 2 – Antiga Catedral de Madeira

Figura 3: Atual catedral em construção

História recente

A primeira missa na nova catedral, ainda em acabamento, foi celebrada no dia 15 de novembro de 1965 pelo então prelado e futuro bispo diocesano (1987) Dom Henrique Rüth, CSSp. (1967-1988; *4.01.1913 +23.10.2006) e Pe. Frederico Siegers, CSSp.

O altar provisório estava perto do atual portão principal.
No dia 16 de agosto de 1987, foi celebrada a dedicação da catedral e do altar-mor pelo então núncio apostólico Dom Carlo Furno.

Na construção da catedral se destacaram

Ir. Eulogius Scheng Braun CSSp (carpintaria); Ir. José Stickelmann CSSp (alvenaria); Tantico, Áureo, Ica, Luiz, Zequinha, Peter Willi Keulen e muitos outros.

O afresco (12x07m) representando a cena do capítulo 12 do livro do Apocalipse e a Via-sacra (incompleta) foram pintados, em 1977-78 por Lorenz Heilmair e filho Lorenz Johannes Heilmair de São Paulo.

Figura 4 - Nossa Senhora triunfando sobre o Dragão – obra de pai e filho Heilmair

O Crucifixo é de estilo gótico, do século XV). São João e Maria (estilo baroco, séc. XVI) ao pé da cruz, foram restaurados em 2009 e em 2010 a imagem de Nossa Senhora do Rosário, (de Tilman Riemenschneider, 1460-1531).

Figura 5 - Cucifixo com Maria e João – gótico e baroco – doação de Dom Luís Herbst

Na capela ao lado esquerdo do altar-mor se encontram os Túmulos dos falecidos bispos da diocese: “Cor unum et anima una” (lema da congregação espiritana: Um só coração e uma só alma):

Figura 6 - Visão da cripta da catedral com quadros e brasões dos prelados falecidos e ali enterrados

Dom Henrique Ritter, CSSp (24.10.1935 – 22.07.1942; *6.05.1879 +junho 1942)
Lema: In Patientia et Caritate (com paciência e caridade)
Dom José Hascher, CSSp (1947-1967, *9.12.1890 +8.05.1973)
Lema: Fac me cruce inebriari (Faça me inebriado pela cruz)
Dom Henrique Rüth, CSSp (1967-1988; *4.01.1913 +23.10.2006)
Lema: Cor unum e anima una – Ministrare non Ministrari (Um só coração e uma só alma – Servir, não ser servido)

Nichos (da porta principal do esquerdo para o direito): Nossa Senhora das Graças, Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, Santa Inês, Sagrado Coração de Jesus, Nossa Senhora da Glória, São José, São Francisco, São Sebastião.

Figura 7 - Coração de Jesus

Figura 8 - Nª Sª da Glória

Figura 9 - Nª Sª do Rosário – obra de Riemenschneider

Na capela lateral direita encontram-se: a pintura de Jesus crucificado entre dois malfeitores, feito na Alemanha (Knechtsteden pelo Ir. João Crisóstomo, CSSp), uma imagem de Nossa Senhora Aparecida e representação do Pai Eterno.
O altar e os vidros coloridos também são obras de Lorenz Johannes Heilmair

Figura 10 - Altar da adoração

Figura 11 - Construção do telhado – obra do Irmão Scheng (Eulogius Braun), CSSp.